Desemprego palestino cai, mas situação dos trabalhadores continua precária
BR

5 junho 2012

Segundo relatório da Organização Internacional do Trabalho, OIT, desemprego caiu 4,1% em 2011; segundo agência, ocupação israelense impede crescimento sustentável do PIB palestino.

[caption id="attachment_205387" align="alignleft" width="350" caption="Juan Somavia"]

Daniela Kresch, da Rádio ONU, em Tel Aviv.

A situação dos trabalhadores dos territórios palestinos apresenta avanços, mas continua preocupante e precária, segundo o relatório da Organização Internacional do Trabalho, OIT.

De acordo com o relatório, divugado nesta segunda-feira, em Genebra, o crescimento econômico palestino continuou em 2011, seguindo tendência que começou em 2008. Isso fez com que o desemprego caísse, mas sem o apoio de uma “recuperação saudável e sustentável”.

Taxa

O PIB palestino cresceu 10,7% em 2011, sendo que só a economia da Faixa de Gaza cresceu 26,6%.

Em média, o desemprego caiu 4,1% em 2011. A taxa de desemprego tanto em Gaza quanto na Cisjordânia terminou 2011 em 21%, um pouco menor que em 2010.

O relatório aponta ainda para um aumento na participação feminina e de jovens no mercado de trabalho e na sociedade palestina como um todo.

Expansão

Mas, por outro lado, o futuro continua cinzento, principalmente por causa da ocupação israelense da Cisjordânia e da expansão de assentamentos na região.

Na chamada “área C”, sob controle militar israelense, os palestinos enfrentam dificuldades de locomoção e, em Jerusalém Oriental, há diminuição de área habitável diante do aumento de bairros judaicos.

No caso da Faixa de Gaza, o relatório constata que houve um alívio na entrada e saída de produtos, mas considera que a região continua sob pesado bloqueio econômico.

Volatilidade Regional

O diretor-geral da OIT, Juan Somavia, acentuou, no prefácio do relatório, que o processo de paz entre israelenses e palestinos está num impasse por uma combinação de fatores: intransigência política, incapacidade de atores externos em dar assistência e volatilidade regional.

O diretor-geral da OIT também apontou como determinante o fato de que os palestinos estão divididos internamente entre o partido Fatah, com governa a Cisjordânia, e o grupo islâmico Hamas, que controla da Faixa de Gaza.

 

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