Ban Ki-moon diz-se pronto para visitar a Somália

1 junho 2012

Na II Conferência de Istambul sobre o país, Secretário-Geral da ONU  avançou que a situação de segurança melhorou consideravelmente desde Dezembro.

[caption id="attachment_216786" align="alignleft" width="350" caption="Ban Ki-moon"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral diz-se pronto a viajar para a Somália, em breve, após “melhorias nas condições de segurança.” A possível deslocação de Ban Ki-moon será a primeira visita de um chefe da ONU ao país, em vinte anos.

O anúncio foi feito, esta sexta-feira, durante a sua intervenção na II Conferência de Istambul sobre a Somália. No evento, que reúne doadores e parceiros do país do Corno de África, Ban pediu um plano de investimento global que envolva todos os atores.

A ONU exortou os doadores a contribuir para os esforços de combate à pirataria, ao terrorismo e à seca. Em parceria com a União Africana, a organização intervém no país através de uma força conjunta, com a sigla Amisom.

Estabilização

Falando à Rádio ONU, de Nova Iorque, o representante permanente da União Africana junto das Nações Unidas, Téte António, destacou o papel do continente na estabilização do país, sem governo funcional desde 1991.

“Vínhamos sempre defendendo que é preciso atacar o conflito da Somália os no solo. Apesar dos esforços para combater a pirataria, dizíamos sempre que os piratas não nascem no mar, mas na terra. A conferência de Istambul vai tratar de outros aspetos de desenvolvimento, como a extensão de desenvolvimento do território, sem os quais não se pode falar num processo sustentável”, explicou.

A ONU indica que a situação de segurança melhorou consideravelmente desde Dezembro.

Progresso

Ban apontou que a Somália precisa de instituições fortes e confiáveis para consolidar a segurança, a justiça, o progresso, a integridade das fronteiras e a proteção das pessoas.

Os desafios do país, incluem a criação da capacidade de defesa do Estado de direito, e a abordagem da cultura de impunidade. Para a ONU, o conjunto destes fatores também ajudará a combater a pirataria e a promover a estabilidade em toda a sub-região.

 

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