Vítimas do trabalho forçado no mundo chegam a 21 milhões
BR

1 junho 2012

Segundo estimativas da OIT, maior parte é explorada na economia privada; América Latina em terceiro lugar entre as regiões com o maior número de vítimas.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Internacional do Trabalho, OIT, estima que 21 milhões de pessoas no mundo sejam vítimas do trabalho forçado.

A agência aponta, no entanto, que o “número é conservador, por conta da severa metodologia utilizada para medir esse crime tão encoberto”

Exploração

De acordo com a OIT, três a cada mil pessoas estão no trabalho forçado, sendo que a maior parte – 18,7 milhões – é explorada na economia privada por indivíduos ou empresas.

Desse total, 22% são vítimas de exploração sexual e sete a cada 10 estão na agricultura, construção, trabalho doméstico ou na indústria.

Os adultos são os mais atingidos pelo fenômeno: 74% tem mais de 18 anos. Já as mulheres e meninas são mais afetadas que os homens e garotos.

A representante da OIT junto à ONU, Telma Viale, falou de Nova York sobre o trabalho forçado no Brasil.

“Os setores mais afetados são da área agrícola, principalmente nas colheitas. Há muitos homens recrutados para trabalhar na costa, no Amazonas. Em São Paulo, tem a área da indústria têxtil, que também é afetada. E o trabalho dos migrantes. São homens, mulheres e crianças que vem do Paraguai, da Bolívia e passam anos trabalhando antes de serem resgatados.”

América Latina

A Ásia-Pacífico é a região com o maior número de pessoas em trabalho forçado – mais de 11 milhões, ou mais da metade do total global.

A África vem na sequência, com 3,7 milhões, seguida pela América Latina com 1,8 milhões de vítimas.

 

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