Secretário-Geral diz que situação na Síria pode se tornar uma guerra civil
BR

31 maio 2012

Ban Ki-moon diz que “ONU não foi à Síria somente para ser testemunha passiva de atrocidades contra inocentes”; quase 4,5 mil refugiados sírios de origem curda já se registraram no norte do Iraque.

[caption id="attachment_216861" align="alignleft" width="350" caption="Ban Ki-moon"]

Camilo Malheiros Freire, da Rádio ONU em Nova York. *

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou, nesta quinta-feira, que os massacres na Síria “poderiam levar o país a uma guerra civil, de onde a nação não seria capaz de se recuperar”.

Ban falou, de Istambul, na Turquia, onde está participando do Fórum dos Parceiros da Aliança das Civilizações, uma iniciativa para aproximar culturas do Ocidente e do Oriente.

Atrocidades

O Secretário-Geral disse que a comunidade internacional exige que o Governo da Síria cumpra com seus compromissos no plano de paz de Kofi Annan, e que protejam os direitos de seus cidadãos.

Ban acresentou que a ONU não foi à Síria somente “para ser testemunha  passiva” do que ele chamou de “atrocidades contra inocentes”.

A Missão de Supervisão da ONU na Síria, Unsmis, confirmou, na quarta-feira, que mais de 13 corpos foram encontrados, na cidade de Deir Ez-Zor, no Leste da Síria.

Os corpos tinham as mãos atadas às costas e pareciam ter levado tiros à queima roupa. A descoberta foi feita poucos dias após o massacre de mais de  100 mulheres, homens e crianças no vilarejo de Houla.

Refugiados

De acordo com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, até esta quarta-feira, quase 4,5 mil refugiados sírios de origem curda se registraram no norte do Iraque, onde fica a região autônoma do Curdistão.

Centenas de refugiados continuam a entrar no Iraque, todas as semanas. Segundo o Acnur, números precisos são difíceis de se obter, pois muitos dos refugiados não se registram imediatamente com a agência.

*Apresentação: Leda Letra.

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