Na Jordânia, Kofi Annan fala de impacto regional da crise síria

30 maio 2012

Enviado da ONU e da Liga Árabe à Síria chama atenção para a complexidade da crise que fez milhares de refugiados; Estados Unidos falam da possibilidade de apoiar sanções no Conselho de Segurança.

[caption id="attachment_214280" align="alignleft" width="350" caption="Conselho de Segurança "]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O enviado da ONU e da Liga Árabe à Síria agradeceu, esta quarta-feira, à Jordânia por acolher refugiados sírios que fugiram dos combates no seu país.

Kofi Annan, falava na capital da Jordânia, Amã, após abordar o impacto regional da crise síria com o primeiro-ministro al-Fayez Tarawneh e o ministro dos Negócios Estrangeiros Nasser Judeh.

Massacre

Nesta quarta-feira, o Conselho de Segurança reuniu-se, em Nova Iorque, para debater a situação síria, após o massacre de 108 civis no vilarejo de Houla no último fim de semana.

Falando a jornalistas, após a reunião, a embaixadora dos Estados Unidos, Susan Rice, prometeu exercer mais pressão às autoridades sírias, caso não cumpram os pontos do plano de paz proposto por Annan.

Sanções

De acordo com a embaixadora, a pressão pode incluir sanções de natureza que ainda está em discussão. Ela revelou que os Estados Unidos estão entre os países que levantaram tal possibilidade.

A ONU estima que mais de 9 mil pessoas morreram e dezenas de milhares foram deslocadas devido aos confrontos entre a oposição e forças leais ao presidente Bashar al-Assad, iniciados há 15 meses.

Direitos Humanos

Na sexta-feira, o país será debatido no Conselho dos Direitos Humanos, em Genebra, numa sessão convocada para “abordar a deterioração da situação dos direitos humanos na Síria e os assassinatos em Houla.”

Kofi Annan chamou a atenção internacional à questão síria que considerou “muito complexa e de grande importância para os países da região e do mundo.”

 

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