Situação dos direitos humanos no Iraque ainda preocupa, diz ONU
BR

30 maio 2012

Em relatório, divulgado nesta quarta-feira, especialistas das Nações Unidas apontam a questão do Curdistão, o direto à liberdade de expressão e reunião e a proteção de jornalistas como alguns dos desafios.

[caption id="attachment_216770" align="alignleft" width="350" caption="Navi Pillay"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A situação dos direitos humanos no Iraque ainda é precária. A afirmação consta de um relatório periódico preparado pelo Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU e pela Missão da organização no país, Unami.

O documento, que analisou a situação do Iraque em 2011, indica que o país “continua sua transição para a democracia após anos de ditadura, conflito e violência.”

Impacto

Apesar de reconhecer conquistas feitas pelo governo iraquiano como medidas de proteção dos direitos humanos, o relatório da ONU conclui que o impacto destas medidas ainda é limitado.

Entre os problemas citados pelo documento estão a situação dos direitos humanos no Curdistão, a região autônoma do norte do Iraque, da liberdade de expressão e reunião e até mesmo a proteção de jornalistas no país árabe.

Ao comentar o relatório, a alta comissária de direitos humanos, Navi Pillay, falou sobre uma grave preocupação com a administração da justiça no Iraque.

Pillay contou que as pessoas continuam sendo presas, por longos períodos, sem terem sido indiciadas ou terem tido acesso a aconselhamento jurídico.

O relatório foi preparado com base em várias fontes governamentais, da sociedade civil, da mídia e de depoimentos individuais.

 

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