ONU condena uso da força contra manifestantes na Guiné-Bissau

29 maio 2012

Uniogbis indica que membros forças de defesa e segurança abordaram manifestantes concentrados em frente das suas instalações na última sexta-feira.

[caption id="attachment_216752" align="alignleft" width="350" caption="Guiné-Bissau"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Escritório Integrado das Nações Unidas para a Guiné-Bissau, Uniogbis, condenou “nos termos mais fortes” o uso da força contra manifestantes por membros das forças de defesa e segurança do país, na última sexta-feira.

Numa nota, publicada esta terça-feira, o escritório indica que o alvo foi um grupo de manifestantes concentrados diante das suas instalações, enquanto decorria uma reunião de parceiros internacionais acreditados no país.

Responsáveis

A Missão lembra aos responsáveis que o direito à liberdade de expressão, de reunião e de associação é “garantido pela legislação nacional, e as convenções internacionais ratificadas ou aprovadas pela Guiné-Bissau.”

O incidente ocorreu no dia em que a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu que governo de transição garantisse o direito dos cidadãos guineenses à livre circulação.

Instabilidade

Pillay considerou “preocupante a contínua instabilidade na Guiné-Bissau”, na sequência do golpe militar de 12 de Abril.

A 22 de Maio, o comando militar cedeu o poder a um governo civil de transição, após a assinatura de um acordo político e um pacto de transição mediados pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Cedeao.

No pronunciamento, o Uniogbis pede que os direitos e liberdades dos cidadãos guineenses sejam “rigorosamente respeitados e protegidos pelas autoridades competentes.”

 

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