Pnud aposta em dar acesso a energia limpa a 10 milhões de habitantes rurais

30 maio 2012

Agência da ONU defende que  8 em cada 10 pessoas das zonas rurais da África Subsaariana não tem acesso a eletricidade; iniciativa prevê poupar US$ 600 milhões em custos de combustível nos próximos três anos.

[caption id="attachment_207849" align="alignleft" width="350" caption="Foto: UN PHOTO"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, anunciou o apoio a uma iniciativa para permitir que 10 milhões de pessoas de comunidades rurais tenham acesso a fontes renováveis de energia até 2015.

Uma parceria entre a agência e  a companhia australiana Barefoot Power deve expandir acesso “a sistemas domésticos económicos de energia de alta qualidade”. Os dispositivos a serem produzidos incluem lâmpadas florescentes com o díodo emissor de luz e carregadores de telemóveis.

África Subsaariana

De acordo com o Pnud, a rede já está em expansão no Gana, no Senegal e na Nigéria. O programa da ONU indica que na África Subsaariana mais de 80% das comunidades de baixa renda residentes nas zonas rurais não têm acesso à eletricidade.

A agência aponta uma forte dependência das populações por fontes de combustíveis que não venham de matriz limpa e até perigosos, que incluem resíduos de querosene, animais, carvão ou madeira.

Mortes

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a poluição do ar doméstico a partir do uso de combustível de biomassa provoca anualmente 2 milhões de mortes prematuras em todo o mundo.

A iniciativa prevê a poupança de US $ 600 milhões em custos de combustível nos próximos três anos, reduzindo as emissões de carbono em até 1 milhão de toneladas.

 

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