Alta comissária quer que Síria seja levada à corte internacional por massacre
BR

29 maio 2012

Navi Pillay disse que as mortes de 108 pessoas no vilarejo de Houla podem ser consideradas crimes internacionais; segundo relatos recebidos pela ONU, a maioria das vítimas foi “executada dentro de casa”.

[caption id="attachment_209768" align="alignleft" width="350" caption="Rupert Colville, porta-voz de Navi Pillay"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU pediu a abertura de um inquérito sobre o massacre de 108 civis no vilarejo de Houla, na Síria.

A alta comissária, Navi Pillay, quer que o Conselho de Segurança encaminhe o caso ao Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, na Holanda.

Paramilitares

Em entrevista a jornalistas, nesta terça-feira, em Genebra, o porta-voz do Alto Comissariado, Rupert Colville, contou que o órgão recebeu relatos de testemunhas sobre as mortes, ocorridas na madrugada de 26 de maio.

Colville disse que,  segundo sobreviventes, a maioria das vítimas foi executada. Os moradores disseram que os crimes teriam sido praticados por paramilitares do grupo Shabiha.

O porta-voz informou que a alta comissária, Navi Pillay acredita que o massacre poder ser classificado de crime internacional.

Democracia

Pillay pediu o acesso imediato de observadores de direitos humanos ao local dos ataques. De acordo com agências de notícias, a maioria das vítimas são mulheres e crianças que foram mortas dentro de casa.

O enviado especial da ONU e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan, está em Damasco para conversações com o presidente do país, Bashar al-Assad.

A violência política na Síria, que já matou mais de 9 mil pessoas, começou em março de 2011, quando manifestantes saíram às ruas para pedir democracia.

 

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