ONU injeta 77 milhões para dar assistência a deslocados do Mali

22 maio 2012

Após fugirem de conflito no seu país, os malianos sofrem efeitos da seca que afeta o Sahel; mais de meio milhão de pessoas foram deslocadas no Mali.

[caption id="attachment_214244" align="alignleft" width="350" caption="Foto: Acnur"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Agências das Nações Unidas anunciaram o início de uma operação de assistência alimentar de emergência aos deslocados do Mali, no valor US$ 77 milhões.

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, e o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, indicam que após fugirem de conflito no seu país, os malianos sofrem efeitos da seca que afeta o Sahel.

Refúgio

A instabilidade política acentuou-se em Março, quando uma junta militar tomou o poder após depor o presidente Amadou Toumani Touré. No norte, o exército combate os rebeldes Tuaregue e os seus aliados.

Um comunicado publicado, esta terça-feira, em Genebra, indica que mais de meio milhão de malianos já foram deslocados. Cerca de 300 mil procuram refúgio nos países vizinhos.

Comunidades Vulneráveis

Os maiores destinos são a Mauritânia, o Burkina Faso e o Níger, onde o fluxo de refugiados coloca pressão adicional sobre as comunidades já vulneráveis, devido à insegurança alimentar.

De acordo com o PMA, a situação obriga várias pessoas a comer plantas selvagens para sobreviver.

Agravamento

As agências referem que a ocupação dos rebeldes às regiões nortenhas de Kidal, Gao e Timbuktu “agravou o cenário, já precário, de insegurança alimentar.”

Da região, são igualmente apontados relatos de saques, encerramento de mercados, acesso limitado a alimentos, água limpa e assistência médica.

 

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