Dezenas podem ter morrido em naufrágio nas Ilhas Maiote

22 maio 2012

Alto Comissariado da ONU para Refugiados anuncia recuparação de corpos de menores de um barco que transportava cerca de 40 pessoas perto do território francês entre o Oceano Índico e o Canal de Moçambique.

[caption id="attachment_216410" align="alignleft" width="350" caption="Foto: Acnur"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Receia-se que tenham morrido 20 passageiros após naufrágio de um pequeno barco transportando cerca de 40 pessoas perto das Ilhas Maiote, entre o Oceano Índico e o Canal de Moçambique.

De acordo com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, a embarcação partiu, este sábado, da ilha de Anjouan, nas Comores, com destino ao território francês. Até ao momento foram encontrados os corpos de duas crianças e de um bebé.

Resgate

O ministério do Ultramar da França confirmou o resgate de 19 pessoas que já estariam a receber cuidados médicos na capital de Maiote, Mamoudzou.

Autoridades locais continuam em ações de busca de sobreviventes, apoiadas por um clube de mergulho local.

Barcos

O Acnur indica que vários residentes têm usado pequenos barcos abertos, conhecidos como “Kwassa Kwassa”, para navegar das Comores com destino ao território que é mais próspero, durante décadas.

As movimentações ocorrem, em grande parte, sem qualquer  documentação e em situação de risco. A agência aponta que não há quaisquer imagens das vítimas do incidente.

Candidatos a Asilo

O movimento dos candidatos a asilo tem aumentado nos últimos dois anos, refere o Acnur. Em 2011, a agência registou 1,2 mil pedidos em Maiote, cerca de metade a mais do que no ano anterior.

Cerca de 9 em cada 10 de candidatos são provenientes das Ilhas Comores e outros da República Democrática do Congo, de Madagáscar, do Ruanda e do Burundi.

 

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