ONU elogia percurso timorense rumo à estabilidade e democracia

21 maio 2012

Taur Matan Ruak assumiu oficialmente a presidência timorense sucedendo Ramos Horta; inaugurado museu de resistência como parte das celebrações dos 10 anos de independência do país.

[caption id="attachment_208049" align="alignleft" width="350" caption="Eleições no Timor-Leste "]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas disseram que Timor-Leste tem dado provas de que pode caminhar rumo à estabilidade e democracia. A declaração foi feita pelo subsecretário-geral da ONU,Vijay Namvbiar, este fim de semana no ato de posse do novo presidente timorense, Taur Matan Ruak.

A cerimónia decorreu em Taci Tolu, a cinco quilómetros da capital Díli, local onde há 10 anos foi declarada a independência do país, conquistada da Indonésia.

Processo Democrático

O novo presidente timorense sucede no cargo a Ramos Horta, prémio Nobel da Paz que disse estar orgulhoso do facto de o processo democrático do país estar entre os melhores da atualidade.

“Fiquei muito feliz e orgulhoso de passar o testemunho ao novo presidente-eleito em condições de serenidade e de democracia. Orgulhoso do nosso povo, do nosso sistema político e de todo este processo democrático que está entre os melhores do mundo”, apontou.

As Nações Unidas terminam, este ano, a sua Missão Integrada no país, denominada Unmit. Até 31 de Dezembro, o apoio da ONU às autoridades timorenses é prestado em áreas como eleições, desenvolvimento institucional e capacitação da polícia.

Impacto

O comissário policial do Unmit, Luis Carrilho, falou do impacto da ação das Nações Unidas em Timor-Leste.

“Timor-Leste, soberano e independente, é um país onde as pessoas vivem em segurança e exercem livremente os seus direitos”, frisou.

Por seu turno o comandante da Polícia timorense, Longuinhos Monteiro, referiu-se ao impacto dos 10 anos do contributo internacional para o crescimento da corporação.

“Em princípio, como timorense, sinto muito orgulho de participar nesta festa, o 10º ano da nossa independência. Um país novo que, também, ganhou muitas experiências do seu desenvolvimento”, indicou.

O papel do brasileiro Sérgio Vieira de Melo foi referido pelo embaixador do Brasil no país de língua portuguesa no sudeste asiático. O diplomata serviu como administrador de transição do país entre 1999-2002, e representou o Secretario-Geral da ONU.

“Não devemos esquecer o quanto foi difícil para Timor-Leste conseguir essa independência. O Brasil tem um orgulho muito especial de saber que a independência foi recebida, formalmente, das mãos de Sérgio Vieira de Melo”, disse.

Um museu de resistência foi aberto como parte das celebrações da posse do novo presidente e dos 10 anos da independência timorense. A 7 de Julho,  Timor-Leste realiza as suas eleições legislativas.

*A partir da reportagem enviada por Daniela Traldi da Unmit.

 

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