G8 deve por fim ao protecionismo nos seus mercados, diz especialista

18 maio 2012

Falando à Rádio ONU, em Nova Iorque, vice-presidente do Banco Mundial defende como a medida pode beneficiar os países pobres; líderes do grupo participam em Cimeira, este fim de semana, em Camp David.

[caption id="attachment_216293" align="alignleft" width="350" caption="Otaviano Canuto"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Países do grupo das nações mais industrializadas do mundo,G8, podem impulsionar a construção de infraestruturas, aumentar a produção agrícola e baixar preços com um compromisso que evite medidas protecionistas.

A sugestão foi avançada, esta sexta-feira, pelo vice-presidente do Banco Mundial para a Redução da Pobreza, Otaviano Canuto.

Flutuações

O representante foi entrevistado pela Rádio ONU, em Nova Iorque, à margem de uma mesa redonda intitulada “Limitação das Flutuações dos Preços de Bens Básicos, Aumento da Produção, Comércio e Investimentos.”

“Países do G8 podem ajudar muito nos investimentos em infraestrutura que permitam, por exemplo, o aumento da produção agrícola em áreas pobres do mundo. Nós todos nos podemos beneficiar disso: um mundo com maior produção agrícola e, ao mesmo tempo, preços mais baixos. A liderança dos países do G8 pode ser exercida de uma forma benigna também caso avancem com o compromisso de evitar medidas protecionistas dos seus mercados em relação às exportações desses países.”

Líderes

O evento coincide com o início esta sexta-feira da Cimeira do G8, que reúne, em Camp David, líderes dos Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Canadá, Japão, Itália, Rússia e da União Europeia.

Antes, o Secretário-Geral pediu que, na Cimeira, seja discutida uma nova dinâmica na economia global.

Ban Ki-moon referiu que mais de 200 milhões de pessoas ficaram desempregadas desde o início da crise económica, em 2008.

 

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