Acnur “antecipa” retorno de 3 mil refugiados angolanos na Namíbia

18 maio 2012

Agência explica que prazo de cessação do estatuto de refugiados angolanos  no país vizinho expira em Junho; cerca de 130 mil angolanos vivem no exílio.

[caption id="attachment_216253" align="alignleft" width="350" caption="Foto: Acnur"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Cerca de 3 mil refugiados angolanos devem retornar ao país a partir da Namíbia antes de Junho, anunciou, esta sexta-feira, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur.

Em nota, emitida em Genebra, a agência refere que com a iniciativa pretende que os repatriados entrem no país de origem antes do fim do seu estatuto de refugiados.

Acampamento

Nesta quarta-feira, um comboio com 108 angolanos chegou a Angola proveniente do acampamento de refugiados de Osire, no norte da Namíbia. O grupo esteve na estrada durante três dias.

A maior parte era composta por residentes no país vizinho há mais de 20 anos, além de nascidos na Namíbia sem qualquer contacto anterior com Angola. A movimentação deveu-se à guerra de independência em Angola, entre 1961 e 1975, e a guerra civil angolana entre 1975 e 2002.

Mudanças

No início deste ano, o Acnur recomendou a revogação do estatuto aos refugiados angolanos a partir de 30 de Junho deste ano, devido a “mudanças fundamentais” da situação em Angola. O Acnur referiu-se à paz e a estabilidade em Angola, que permitiram o retorno de milhares de angolanos.

Actualmente mais de 3 mil angolanos estão registados para retornar ao seu país até 30 de Junho. No ano passado, 28 refugiados foram repatriados pelas autoridades namibianas.

Exílio

Estima-se que cerca de 130 mil angolanos estejam a viver no exílio, principalmente nos países vizinhos com destaque para a República Democrática do Congo.

O Acnur diz estar a trabalhar com os governos anfitriões para uma possível integração local dos refugiados incapazes de retornar ou os que estejam dispostos a fazê-lo por terem laços fortes com seus países acolhimento.

 

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