Nações Unidas acolhem concerto em memória das vítimas da escravidão
Nesta terça-feira, na sala da Assembleia Geral, desfilam desde a haitiana Rachel Joentie, o senegelês Mbaye Dyeye Faye aos norte-americanos Chen Lo e The Lo Frequency.
[caption id="attachment_215257" align="alignleft" width="350" caption="Assembleia Geral da ONU receberá concerto"]
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.
A sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, acolhe esta terça-feira um concerto musical em memória das vítimas da escravidão e do Comércio Transatlântico de Escravos.
No evento, intitulado “Honrar os Heróis, Resistentes e Sobreviventes’, atuam artistas de regiões do mundo afetadas pela escravidão. Desfilam desde a haitiana Rachel Joentie, aos jamaicanos Reggae Ambassadors, o senegelês Mbaye Dyeye Faye aos norte-americanos Chen Lo e The Lo Frequency.
Tradições
De acordo com a organização, a ideia é demonstrar as tradições musicais e culturais dos períodos durante e após o surgimento da resistência dos escravos, retratando os 400 anos do Comércio Transatlântico em todo o mundo.
Em entrevista à Rádio ONU, o observador permanente da União Africana nas Nações Unidas, Téte António falou do simbolismo que acompanha o espetáculo.
“O facto, em si, de se fazer o concerto neste mesmo local é simbólico por duas razões, primeiro foi onde a resolução foi adotada, segundo o monumento será erguido nas Nações Unidas e por diversos fatores, (a sede) das Nações Unidas é a casa de todos nós, o símbolo dos valores da humanidade.”
Memorial
O concerto deve ajudar a angariar apoios para a construção do Memorial Permanente de Honra das Vítimas de Escravatura e do Comércio Transatlântico de Escravos na sede da ONU.
O evento será transmitido ao vivo na página da Rádio ONU em português, no site www.un.org / webcast ou ainda, também em direto, por canais de televisão a cabo na cidade de Nova Iorque.