ONU celebra Dia Mundial da Liberdade de Imprensa
BR

3 maio 2012

Tema deste ano aborda a relação da mídia com as mudanças na sociedade; em 2011, 60 jornalistas foram assassinados e vários detidos por exercerem sua profissão.

[caption id="attachment_208694" align="alignleft" width="350" caption="Ban Ki-moon"]

Camilo Malheiros Freire, da Rádio ONU em Nova York. *

Nessa quinta-feira, a ONU celebra o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Em mensagem oficial, o Secretário-Geral da organização, Ban Ki-moon, disse que uma imprensa livre “dá às pessoas o acesso às informações que precisam para tomar decisões importantes”.

Relembrando as recentes transformações políticas no Oriente Médio e no norte da África, Ban afirmou que as novas mídias tiveram um papel central na queda de regimes autocráticos na região. Segundo ele, essa nova realidade se reflete no tema do Dia Internacional desse ano: “Novas Vozes:  a Liberdade da  Mídia Ajudando a Transformar Sociedades”.

Democracia e Desenvolvimento

A jornalista Beatriz Cardoso disse à Rádio ONU, do Rio de Janeiro, que uma imprensa livre é essencial para a democracia, e para o desenvolvimento.

“Eu acho que a liberdade de imprensa é fundamental. Somente com uma imprensa livre é que a gente vai ter maior transparência da gestão do poder público principalmente no combate à corrupção, justiça social, melhor distribuição econômica, acesso à saúde.  E sem liberdade de imprensa, você não constroi esse desenvolvimento.”

Proteção de Jornalistas

Mas segundo o Secretário-Geral da ONU, a liberdade de imprensa continua frágil.

Ele lembrou que, somente no ano passado, mais de 60 jornalistas foram assassinados no mundo inteiro, e muitos outros detidos ou censurados.

O correspondente internacional, Andrei Netto, que participa das comemorações na sede da ONU, nesta quinta-feira, falou sobre a importância do treinamento de jornalistas para situações de violência.

Ele fez o treinamento da Sociedade Interamericana de Imprensa no início de 2000.

Conflito

“Esse treinamento foi simplesmente crucial. Toda a minha postura frente à situação foi determinada pelo treinamento que eu tive. Na Líbia, eram 400 freelancers cobrindo o conflito. E quantos desses tinham treinamento? Eu diria que muito poucos. É preciso, de uma parte, conscientizar os jornalistas e as empresas jornalísticas de que é preciso enviar sim jornalistas a essas regiões, mas é preciso enviar jornalistas que estejam minimamente preparados para este tipo de situação. Porque esse treinamento pode ser a diferença entre viver e morrer.”

Ao encerrar a mensagem sobre o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, Ban Ki-moon disse que a violência contra profissionais da imprensa deve ser combatida com justiça.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

 

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