Nos últimos 20 anos, 80% dos afegãos viveram fora de seu país
BR

2 maio 2012

Mais de 3 milhões estão refugiados no Paquistão e no Irã; Acnur lança estratégia para garantir asilo aos refugiados.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Cada vez menos refugiados do Afeganistão retornam ao país natal, segundo o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur. Em 2011, 70 mil voltaram a casa, contra 250 mil há três anos.

A situação dos refugiados do Afeganistão é a mais longa da história do Acnur. A agência realiza, nesta quarta e quinta-feiras, uma conferência para tentar reverter o cenário.

Irã e Paquistão

Durante o encontro, em Genebra, o alto comissário António Guterres disse que atualmente, 2 milhões de afegãos vivem no Paquistão e 1 milhão no Irã.

Falando em inglês, António Guterres afirmou que quase 80% da população do país está em exílio por mais de 20 anos, incluindo jovens que nunca foram ao Afeganistão.

O alto comissário lançou um pacote de medidas para garantir segurança aos refugiados afegãos. O custo para implementar as ações será de US$ 1,9 bilhão ou mais de R$ 3,6 bilhões.

Repatriamento

A estratégia envolve o Acnur, o Afeganistão, o Irã e o Paquistão. No Afeganistão, o foco será a reintegrar os cidadãos; no Irã, as medidas vão buscar garantir o retorno seguro das famílias e no Paquistão, os esforços serão para o repatriamento voluntário.

O Acnur ressalta que a ajuda de doadores será essencial para que as estratégias possam ser implementadas durante os próximos três anos.

 

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