Desemprego agrava risco de instabilidade social em África

30 abril 2012

Relatório da Organização Internacional do Trabalho, OIT, inclui Cabo Verde na categoria dos que ampliaram benefícios a funcionários; projeções indicam que mais de 6 milhões de pessoas vão ficar desempregadas este ano.

[caption id="attachment_215220" align="alignleft" width="350" caption="Foto: Banco Mundial"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Os países de África estão em risco de instabilidade social devido ao aumento do desemprego, indica a Organização Internacional do Trabalho, OIT.

O relatório anual “Melhores Empregos por uma Melhor Economia”, lançado esta segunda-feira, em Genebra, aponta que os défices de desemprego no continente “permanecem agudos.”

Futuro

A OIT refere que, em todo o mundo, o número de desempregados aumentou e não há sinais de melhorias num futuro próximo.

Em entrevista à Rádio ONU, de Genebra, a economista Verónica Escudero, do Instituto Internacional de Estudos Laborais, falou do papel das políticas laborais do contexto de desemprego.

Políticas Sociais

“A situação do mercado de trabalho na África é complicada, uma vez que os países avançados estão em crise a ajuda tem diminuído. A região como a maioria das outras tem que reforçar as políticas sociais e do mercado de trabalho para proteger as pessoas do desemprego”, realçou.

As projeções indicam que 6 milhões de pessoas devem ficar desempregadas, este ano. Mais 5 milhões anuais devem registar-se a partir de 2013.

África Subsaariana

Nos países de língua portuguesa, Moçambique regista um aumento da pobreza e desigualdade. A tendência é comum nos países da África Subsaariana, indica o relatório.

No documento, o Brasil vem destacado pelo facto de ter aumentado empregos, sem ter comprometido a qualidade. O fenómeno também é verificado no Chile, no Peru e na Alemanha.

Declínio

A Guiné-Bissau é mencionada no relatório devido ao ligeiro declínio no desemprego, como resultado de aumento do rendimento. O país é colocado ao lado do Burundi, Togo e República Democrático do Congo.

Cabo Verde aparece ao lado de economias de países em desenvolvimento na categoria dos que ampliaram benefícios a funcionários, nos regimes de pensões e de cobertura.

 

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