Moçambique pode ser o primeiro dos “mais minados” livre dos engenhos, diz Pnud

26 abril 2012

Agência da ONU elogia Governo moçambicano pelos progressos há menos de dois anos do fim do prazo da Convenção de Otava.

[caption id="attachment_213792" align="alignleft" width="350" caption="Operador de desminagem"]

Manuel Matola, da Rádio ONU em Maputo.

O Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, diz que Moçambique pode tornar-se no primeiro dos chamados “5 grandes” países mais minados do mundo a eliminar até 2014 os engenhos explosivos de guerra não detonados.

O diretor do Pnud em Moçambique, Jocelyn Mason, elogiou às autoridades moçambicanas pelo trabalho desenvolvido, e garantiu apoio da agência e dos doadores para atingir a meta.

Acordos de Paz

“Nos anos 90 previa-se que a desminagem dos chamados cinco grandes países mais minados do mundo, dos quais se inclui Moçambique, iria durar cerca de 150 anos. Hoje, 20 anos depois do acordo geral de paz e a pouco menos de 23 meses do fim do prazo da Convenção de Otava, Moçambique pode tornar-se no primeiro e, se calhar, no único país dos cinco grandes a ver-se livre de minas”.

Por outro lado, o diretor do Instituto de Desminagem de Moçambique, Alberto Augusto, disse que o executivo moçambicano necessita de US$ 32 milhões para remover as minas anti pessoal.

Capacidade Técnica

“O Governo de Moçambique gostaria de não fazer pedido de prorrogação do prazo. O valor ideal para que possamos ter Moçambique livre de minas são US$ 32 milhões. Atualmente, temos US$ 14 milhões. Temos capacidade técnica para desminar o país. O que precisamos é a parte financeira. Por isso que digo que penso que será possível”.

Cerca de 17 dos 128 distritos de Moçambique estão minados.

Nesta terça-feira, a Austrália anunciou que dará um apoio de cerca de US$ 3 milhões para a desminagem em cinco províncias do centro e sul.

Desde o fim do conflito armado, que de 1976 a 1992 opôs o antigo movimento rebelde, Renamo, e as forças governamentais, Moçambique tem vindo a efetuar trabalhos de desminagem em todo o país.

Em 2009, o executivo de Maputo pediu às Nações Unidas uma moratória até 2014 para considerar o país livre das minas.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud