Unesco revela desafios educacionais em três países de língua portuguesa

25 abril 2012

Agência da ONU indica que Angola, Guiné-Bissau e Moçambique podem não cumprir as Metas de Desenvolvimento do Milénio relativas à educação.

[caption id="attachment_199511" align="alignleft" width="350" caption="Foto: World Bank"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura, Unesco, revelou uma lista de países que pode não cumprir as Metas do Milénio estabelecidas na educação.

Angola, Guiné-Bissau e Moçambique constam na relação publicada, em Dacar, por ocasião da Semana Global de Ação celebrada em todo mundo na última semana deste mês.

Angola

Em Angola, apenas 35% dos ingressos conclui a educação primária. A cifra representa cerca de metade da média africana.

A paridade de género é vista como prioritária no país, onde se verifica uma retenção no ensino de pouco mais de 25% das mulheres. Apenas 139 dos 100 mil estudantes conseguem entrar no ensino universitário em Angola.

Recrutamento de Professores

Em Moçambique, a Unesco recomenda maior investimento no recrutamento de professores para melhorar a qualidade da educação. O rácio de 59 alunos por professor está muito além da média africana situada em 49 .

Dos oito em cada dez moçambicanos que atingem a escolaridade mínima prevista, apenas 45 % atinge os níveis mínimos em matemática, uma área que carece de mais esforços.

Já o sistema de educação a Guiné-Bissau destinge-se pelo que a Unesco considera “salários excessivamente baixos dos professores”. Cerca de 14 em cada 100 alunos repete o nível, no país com cerca de 52 alunos por professor.

 

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