Guiné-Bissau com mais atenção do mundo após debate na ONU, refere Paulo Portas

20 abril 2012

Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal aponta direção da pressão exercida pela comunidade internacional; enviado da ONU em Bissau pede solução que envolva partidos representados no parlamento.

[caption id="attachment_214688" align="alignleft" width="350" caption="Paulo Portas"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A crise política na Guiné-Bissau ganhou mais atenção internacional após o encontro de emergência do Conselho de Segurança, indicou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas.

Em entrevista à Rádio ONU, em Nova Iorque, o governante português apontou a direção da pressão exercida pela comunidade internacional aos insurrectos, uma semana após o golpe militar.

Resultados

“E qual é que foi essa pressão? Não a golpes de estado que alteram a ordem constitucional, à prisão de líderes eleitos pelo povo, à tentativa de alterar resultados eleitorais pela força das armas. Não à proeminência das armas e das drogas sobre o voto. Sim, a um processo de restauração da democracia, da legalidade e da constituição. Sim a uma missão de estabilização internacional com vários parceiros para garantir ao povo o acesso ao dissolvimento, paz e à vida tranquila e em paz na Guiné-Bissau.”

Comunidade Internacional

Segundo referiu, a comunidade internacional poderá admitir um tratamento diferente para mentores do golpe militar na Guiné-Bissau que, como referiu, “meditem no que fizerem e arrepiem caminho para frente.”

O enviado das Nações Unidas para a Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba, pediu à comunidade internacional, via videoconferência, que seja assegurado que qualquer solução para crise envolva partidos representados no parlamento.

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