Na ONU, Guiné-Bissau justifica necessidade de força internacional

20 abril 2012

Ministro dos Negócios Estrangeiros  considera vital envio de elementos com luz verde das Nações Unidas; forças militares guineenses mantêm sob custódia vários responsáveis do governo.

[caption id="attachment_208936" align="alignleft" width="350" caption="Sede da ONU em Nova York"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Mamadou Djaló Pires, falou da necessidade de uma força que ajude a repor o Estado de Direito e proteja as instituições do país.

Em entrevista à Rádio ONU, em Nova Iorque, Djaló Pires considerou vital a aprovação da missão para o sucesso das reformas na segurança.

Reunião de Emergência

Uma reunião de emergência foi realizada no Conselho de Segurança para debater a situação do país,  após o golpe levado a cabo por uma junta militar, na semana passada.

“Sob o chapéu das Nações Unidas, a força chamemos de estabilização ou interposição, a verdade é que deve ser uma força que deve assegurar o pleno funcionamento do estado de Direito na Guiné-Bissau, ou seja, proteger as populações, as instituições, as autoridades políticas e as autoridades do poder judicial para que o estado possa funcionar e que as reformas possam ser levadas a cabo.”

Negociações

Mamadou Djaló Pires falou da continuação de negociações, a nível internacional, “enquanto o poder não for exercido pelas autoridades legítimas.”

Elementos das forças militares guineenses mantêm sob custódia vários responsáveis do governo incluindo o primeiro-ministro do país, Carlos Gomes Júnior, e o presidente interino.

O golpe militar ocorreu em vésperas da realização da segunda volta das eleições. Na primeira volta, Carlos Gomes Júnior obteve a maioria dos votos.

 

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