Cplp decide não suspender Guiné-Bissau da entidade
BR

20 abril 2012

Secretário-Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa afirmou que entidade não seguiu exemplo da União Africana ou da Organização da Francofonia porque prefere “trabalhar com autoridades guineenses eleitas em prol de uma solução.”

[caption id="attachment_207882" align="alignleft" width="350" caption="Conselho de Segurança"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, não pretende suspender a Guiné-Bissau da organização após o golpe militar ocorrido na semana passada, no país africano, de língua portuguesa.

A declaração foi dada à Rádio ONU pelo secretário-executivo da Cplp, Domingos Simões Pereira, logo após uma reunião para tratar do tema no Conselho de Segurança da ONU.

Legalidade

“Não há um pronunciamento oficial ou formal da suspensão da Guiné-Bissau pelo simples fato de a Cplp estar a trabalhar com as autoridades, legitimamente instituídas. Portanto, este acompanhamento que nós fazemos na presença do ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau é uma prova disso. Não é uma questão de princípio, de legalidade. Está aqui uma questão prática de apoiar essas autoridades, a levar para frente toda a sua afirmação internacional que nos parece importante.”

Nesta quinta-feira, os países-membros do Conselho de Segurança se reuniram, em Nova York, para discutir a situação do golpe militar que destituiu o governo eleito da Guiné, dissolveu o Parlamento e prendeu o premiê guineense e candidato à presidência da República, Carlos Gomes Júnior. Outras autoridades também foram presas incluindo o presidente interino do país.

Segundo o chefe da CPLP, que é guineense, o golpe é inaceitável e o povo da Guiné-Bissau deve ser incluído na solução do problema.

Relacionamento Internacional

“A verdade é que no relacionamento internacional e nos domínios políticos, para além do princípio há regras estabelecidas. E o uso da força para dirimir dificuldades ou conflitos não é aceito. E, portanto, nós merecemos, o guineense também merece ser considerado parte deste esforço internacional para alinhar os países numa via que é a construção de sociedades democráticas, sociedades livres, sociedades que possam realmente aspirar um desenvolvimento”, afirmou.

Discursaram também na reunião, os chanceleres de Angola, Georges Chikoti, e o de Portugal, Paulo Portas, além do ministro do exterior da Guiné-Bissau, Mamadou Djaló Pires, e a embaixadora do Brasil nas Nações Unidas, Maria Luiza Ribeiro Viotti.

 

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