Chefe da diplomacia da Guiné-Bissau pede auxílio da ONU, após golpe

19 abril 2012

Titular da pasta dos Negócios Estrangeiros reuniu-se com Ban Ki-moon, esta quinta-feira em Nova Iorque, para pedir solução da crise; Conselho de Segurança discute “envio de força de interposição.”

[caption id="attachment_214557" align="alignleft" width="350" caption="Mamadou Djaló Pires e Ban Ki-moon"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A comunidade internacional deve solucionar a uma só voz, e de uma vez por todas, os problemas na Guiné-Bissau, disse o Embaixador do país junto das Nações Unidas, João Soares Gama.

O diplomata guineense falou à Rádio ONU, em Nova Iorque, dos assuntos abordados esta quinta-feira num encontro entre o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Mamadou Djaló Pires.

Socorro

“A primeira mensagem é um pedido de socorro para o povo da Guiné-Bissau. O país está com problemas, muito sérios, e a comunidade internacional terá que fazer algo para solucionar os problemas com que o país se confronta neste momento: o da rebelião, o da perspetiva de alteração da ordem constitucional e etc. etc.”

Há uma semana uma junta militar tomou o poder no país  e deteve o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior e o presidente interino, Raimundo Pereira.

Uma reunião para discutir a crise está agendada para esta quinta-feira no Conselho de Segurança, à qual devem estar presentes os ministros de Negócios Estrangeiros de Portugal,  Paulo Portas e de Angola, George Chicoti.

Força estrangeira

Gama disse que um dos temas a serem discutidos será a autorização do Conselho ao possível envio de uma força de interposição ao país, sobre a qual deixou um recado aos guineenses.

“Ouvimos, com muita tristeza, que as pessoas estão a fugir da capital para o interior do país mas acho que devem saber que não há intenção de nenhuma força estrangeira ou autoridade de atacar o povo. A intenção é de ter uma força de interposição que consiga ajudar o país a manter a segurança. Ninguém vai com armas para bombardear a capital do Bissau, ou quer querem que seja, mas sim irá uma força para ajudar o país a resolver os seus problemas!”

O diplomata disse que nunca antes a comunidade internacional conseguiu reunir vontades para resolver o problema de instabilidade na Guiné-Bissau, que passa por sucessivas crises políticas e militares.

João Soares Gama  disse que não há informações exatas sobre a vida do primeiro-ministro e do presidente.

 

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