Timor-Leste diz que busca negociar direitos sobre o petróleo
BR

19 abril 2012

Declaração é da ministra das Finanças do país; nação de língua portuguesa do sudeste asiático lidera o G-7+, grupo dos países em estado frágil.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Manter boas relações com os países vizinhos é a estratégia do Timor-Leste para negociar suas reservas de petróleo. O país de 1 milhão de habitantes compartilha a área maritíma com a Austrália e quer seus direitos em relação à commoditie.

A declaração é da ministra das Finanças do país, em entrevista à Rádio ONU em Nova York. Emília Pires explica que ampliar o comércio do petróleo é um objetivo para um próximo momento. Segundo ela, agora, o Timor-Leste está na fase de negociações.

China e Indonésia

“Na área do petróleo, obviamente, compartilhamos esta área com a Austrália. Agora cada vez mais, vamos adquirindo a capacidade de negociar e começar a lutar pelos nossos direitos. O Timor-Leste está nesta fase. Queremos o que é justo, o que é nosso. E, normalmente, em qualquer área de negociação se você tem um conhecimento profundo, então está em melhores condições para negociar. Então isso não só trata do óleo e do gás, mas em qualquer outra coisa.”

Segundo a ministra Emília Pires, o Timor-Leste tem potencial para produzir petróleo em maior escala, mas por ser um país pequeno, não haverá ampliação do comércio se não houver parcerias com nações vizinhas como Austrália, China e Indonésia.

G7+

O petróleo é um dos principais produtos na pauta de exportações dos países da Comunidade de Língua Portuguesa, Cplp. Além do Timor-Leste, Brasil, Angola e São Tomé e Princípe também têm reservas de petróleo.

A ministra das Finanças do Timor está, em Nova York, participando de encontros sobre o G-7+.

Formado pelos 19 países mais pobres do mundo, o grupo busca elaborar novas políticas globais para o progresso e desenvolvimento de suas populações. O G7+ foi criado por Timor-Leste, Guiné-Bissau e Afeganistão.

 

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