Ban Ki-moon reage à onda de detenções no Mali

19 abril 2012

Secretário-Geral da ONU indica que a prisão de altos funcionários públicos ocorre quando esforços estão ser empreendidos para ajudar o país a superar inúmeros desafios.

[caption id="attachment_197231" align="alignleft" width="350" caption="Ban Ki-moon"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU expressou preocupação com o que chamou nova onda de prisões de altos funcionários públicos no Mali perpetrada pelas autoridades da junta militar.

Num comunicado lançado esta quarta-feira, Ban Ki-moon refere que a ação ocorre num momento em que inúmeros esforços estão ser empreendidos para ajudar o país a superar vários desafios.

Ofensiva

Em finas do mês passado, uma junta militar tomou o poder pela força e dissolveu o governo do presidente Mussa Toumani Traore. A  ação foi seguida da ofensiva de rebeldes Tuaregue e seus aliados que ocuparam várias cidades do norte.

No apelo, o Secretário-Geral pede a libertação imediata de todos os detidos e exorta a junta que “se abstenha de quaisquer ações que possam prejudicar a recuperação efetiva da ordem constitucional no país.”

Nomeações

Ban considera positivas para o regresso à ordem constitucional as recentes nomeações interinas de Dioncounda Traoré como presidente e de Cheick Modibo Diarra como primeiro-ministro.

Entretanto, indica que as detenções contrariam tais desenvolvimentos e exige à junta militar que “conclua rapidamente a transferência completa do poder para um governo civil.”

 

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