Ao lado de Ban, chefe da Comissão Europeia condena golpe militar na Guiné-Bissau
BR

16 abril 2012

Declaração de José Manuel Durão Barroso, chefe da Comissão e ex-premiê de Portugal, foi dada em Bruxelas, de forma parelela ao encontro de cúpula “Energia Sustentável para Todos.”

[caption id="attachment_214323" align="alignleft" width="350" caption="Ban Ki-moon e José Manuel Durão Barroso"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O presidente da Comissão Europeia, o braço executivo da União Europeia, José Manuel Durão Barroso, condenou o golpe militar na Guiné-Bissau, ocorrido na semana passada. Segundo ele, a democracia é essencial para o povo do país africano, de língua portuguesa, no oeste da África.

O presidente da Comissão Europeia concedeu a entrevista ao lado do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, em Bruxelas, durante o encontro de cúpula “Energia Sustentável para Todos”.

Reunião de Emergência

“O povo guineense já sofreu demasiado e não merece que alguns continuem a comprometer a sua instabilidade, o seu desenvolvimento e a consolidação da sua democracia. A União Europeia está ao lado dos líderes, democraticamente eleitos, e não tolerará golpes contrários à Constituição guineense e ao Estado de direito. A estabilidade e a democracia são essenciais para a prosperidade e o bem-estar do povo da Guiné-Bissau”.

No fim de semana, a Comissão dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, realizou uma reunião de emergência para discutir a situação política na Guiné-Bissau.

Segundo agências de notícias, a junta militar que tomou o poder à força teria prendido o primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, primeiro colocado para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o fim deste mês.

Carlos Gomes Júnior disputa o pleito com o ex-vice-presidente Kumba Yalá.

Libertação Imediata

Ainda na sexta-feira, o Conselho de Segurança da ONU emitiu um comunicado condenando o golpe e pedindo a libertação imediata dos líderes guineenses presos pelos militares.

Em Bruxelas, o chefe  da Comissão Europeia, Durão Barroso e o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, participaram da cimeira sobre energia para todos.

Durão Barroso lembrou que enquanto uma parte do mundo vive na era digital, pelo menos 1,3 bilhão de pessoas não têm acesso à energia elétrica.

Ele afirmou ainda que a União Europeia apoia os esforços da ONU para gerar eficiência energética a países em desenvolvimento.

 

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