Mais de 100 mil migrantes congoleses expulsos de Angola, diz relatório

16 abril 2012

Dados do Escritório da ONU para a Ajuda Humanitária refere-se ao ano passado;  desde 2003, mais de 400 mil migrantes ilegais foram obrigados a deixar o país.

[caption id="attachment_207487" align="alignleft" width="350" caption="Margot Wallström"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Mais de 100 mil refugiados congoleses foram expulsos de Angola, no ano passado, indica o Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha.

Em novo relatório, divulgado esta segunda-feira, o escritório refere relatos de alegaçõs de que os migrantes teriam sido vítimas de violência e outros abusos.

Fundo Humanitário

Em 2011, a ONU, concedeu US$ 2,8 milhões ao fundo humanitário para a República Democrática do Congo, RD Congo.  Por outro lado, agências da ONU, incluindo a Organização Mundial da Saúde e o Fundo das Nações Unidas para a População, também reforçaram a qualidade dos serviços de saúde para os migrantes congoloses.

Minas de Diamante

Segundo o relatório, desde 2003, Angola teria expulsado mais de 400 mil migrantes ilegais, na sua maioria de nacionalidade congolesa. Grande parte destes é composta por indivíduos sem documentos que trabalham em minas de diamante das regiões fronteiriças.

A chefe do Gabinete do Ocha na RD Congo, Barbara Shenstone, disse que o que realmente diz respeito à comunidade humanitária “não é a expulsão dos migrantes, mas a forma como o processo ocorre.”

Apoios

Ela apontou que agências da ONU fazem tudo ao seu alcance para apoiar os recém-chegados mas considerou importante que as expulsões sejam realizadas “de forma organizada, segura e digna.”

Em Fevereiro, a representante especial da ONU sobre a Violência Sexual em Conflitos, Margot Wallström, publicou um relatório sobre o tema no país, referindo que, dos expulsos, 3,768 congoleses sofreram vários abusos.

Após tais episódios, as vítimas teriam sido forçadas a caminhar vários dias até a fronteira desidratadas, desnutridas e cansadas.

 

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