Cplp quer reunir Conselho de Segurança para debater crise na Guiné-Bissau

13 abril 2012

Embaixadora do Brasil junto da ONU anuncia coordenação de esforços para condenar intervenção militar; escritório da Uniogbis em Bissau está inoperacional.

[caption id="attachment_207011" align="alignleft" width="350" caption="Conselho de Segurança "]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Uma reunião urgente do Conselho de Segurança, em Nova Iorque, será convocada a pedido dos Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, para debater a situação na Guiné-Bissau.

Em entrevista à Rádio ONU, a embaixadora do Brasil junto das Nações Unidas, Maria Luiza Ribeiro Viotti,  anunciou que está a coordenar com os países da Cplp para condenar a intervenção militar desta quinta-feira.

Manutenção da Paz

O Brasil coordena a estratégia de paz para o país.

“O Brasil, na qualidade de presidente da configuração para a Guiné-Bissau da Comissão de Consolidação da Paz, mobilizando os membros da comissão para condenarmos, da forma mais enérgica, a intervenção militar que está ocorrendo em Guiné-Bissau e fazer um apelo para que os militares retornem aos quarteis, respeitem o direito, assegurem a segurança de todas as autoridades civis do país e respeitem o estado de direito”.

A 29 deste mês devia haver a segunda volta das eleições presidenciais que devia colocar frente-a-frente atual primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior e o antigo presidente Kumba Ialá. A primeira volta do escrutínio foi a realizada a 18 de Março.

O Escritório da ONU para a Manutenção da Paz na Guiné-Bissau, Uniogbis,  está inoperacional devido aos tumultos na capital do país.

Normalidade

O porta-voz da Uniogbis, Vladimir Monteiro, disse à Rádio ONU, de Bissau, que a situação parece estar a regressar à normalidade após momentos de tensão.

“O escritório não está a trabalhar. O pessoal das Nações Unidas foi informado no sentido de permanecer em casa. O único documento do qual tomamos conhecimento, através da rádio, é um comunicado de militares. Tirando isso, não posso dizer mais nada”.

O porta-voz da representação confirmou ainda a retomada das transmissões da Rádio Nacional às 10.30h desta sexta-feira. Outras oito emissoras deixaram de fazer transmissões.

 

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