Relatório da ONU sobre água e saneamento aponta melhorias e desafios
BR

12 abril 2012

Documento da Organização Mundial da Saúde e da ONU Água aponta que avanços devem ser vistos com cautela; mais recursos ainda são necessários para manutenção de infraestrutura, inclusive no Brasil.

[caption id="attachment_213196" align="alignleft" width="350" caption="Houve progresso mundial na área"]

Camilo Malheiros Freire, da Rádio ONU em Nova York*

A Organização Mundial da Saúde, OMS, e a agência ONU Água lançaram, nesta quinta-feira, um relatório sobre o estado mundial do acesso à água e ao saneamento básico. O documento inclui informações sobre a situação da infraestrutura de mais de 70 países em desenvolvimento, entre eles o Brasil.

Segundo o documento, houve um “grande progresso” mundial na área. Mas a agência revela que muitas nações estão atrasadas no cumprimento de seus objetivos socioambientais.

Metas do Milênio

Mais de 70% dos países analisados correm grande risco de não alcançar as Metas do Milênio até 2015.

O relatório inclui informações sobre 74 países em desenvolvimento. E também sobre 24 agências internacionais que cobrem 90% dos investimentos globais para o acesso à água e ao saneamento.

A diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, Maria Neira, falou à Rádio ONU, de Genebra, sobre a situação do Brasil e os contrastes na infraestrutura do país.

“No caso de países como o Brasil, com certeza o nível de acesso à água potável aumentou muito, teve muitos bons resultados. Mas a situação continua a ser muito diferente, dependendo de que parte parte do Brasil se vive. Há diferenças muito grandes, depende se a população é rural ou urbana.”

Direitos Humanos

Quase 80% dos países reconhecem o acesso à água como um direito básico, e um pouco mais da metade o acesso ao saneamento. Segundo a OMS, após 2015, novas metas relativas ao acesso universal à água e o saneamento, precisarão de esforços combinados de vários agentes, e de grandes investimentos.

A agência diz que a manutenção eficaz dos serviços pode ser mais importante do que a construção de novas infraestruturas.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

 

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