Egipto e Líbia ditam queda de investimento directo externo africano

12 abril 2012

Considerados tradicionalmente importantes investidores da região, ambos ajudaram para que cifra caísse mais de US$ 2,1 mil milhões em 2011.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O investimento direto externo proveniente dos países africanos caiu em mais de US$ 2,1 mil milhões em 2011, refere um relatório publicado esta quinta-feira pela ONU. Em 2010, o valor global situou-se nos US$ 5 mil milhões.

Os dados constam de um relatório lançado, esta quinta-feira, pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad.

Egipto e Líbia

O declínio do fluxo externo a partir do Egito e da Líbia, considerados tradicionalmente importantes investidores da região, teve um peso significativo no desempenho.

Nos dois países ocorreram revoltas como parte do movimento que veio a ser chamado Primavera Árabe, que culminou com a saída dos seus regimes.

Impacto

Falando à Rádio ONU, de São Paulo, o ex-chefe da Unctad, Rubens Ricupero falou do impacto do fenómeno no continente.

“Não há dúvidas de que os acontecimentos políticos que ocorreram e ainda continuam a ocorrer no Egito e na Líbia afetou muito o movimento de investimentos tanto nessa região, nesses dois países, como desses países em relação a outros do continente africano.”

O declínio africano foi igualmente influenciado pela retração do investimento das empresas transnacionais sul-africanas.

Devido a quedas nos investimentos a partir da América Latina e das Caraíbas, o desempenho dos países em desenvolvimento teve uma queda de 7%.

O documento indica que o total do investimento direto externo do Brasil, no ano passado, atingiu um valor negativo de US$ 9 mil milhões.

O relatório aponta um aumento de pagamento de empréstimos por filiais de empresas brasileiras no exterior às suas empresas-mãe no país, em 2011 e ditou que o investimento das companhias se situasse num recorde negativo de US$ 21 mil milhões.

 

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