Ban diz que “militarização não é opção” para solução da violência política na Síria
BR

12 abril 2012

Secretário-Geral falou a jornalistas poucas horas após o início do cessar-fogo no país árabe; ele voltou a pedir à comunidade internacional que apoie os esforços de paz após conflito que já matou mais de 9 mil pessoas.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a crise política na Síria não será resolvida com medidas militares. Ele fez a declaração durante entrevista a jornalistas em Genebra, na Suíça.

Ban contou que o enviado especial da ONU e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan, e ele próprio, já deixaram claro que uma operação militar só iria complicar e piorar a situação na Síria.

Oposição e Governo

Segundo agências de notícias, o prazo para o cessar-fogo, que vencia na manhã desta quinta-feira, em Damasco, foi respeitado, mas a situação ainda é muito frágil. De acordo com testemunhas, as tropas sírias teriam suspendido os bombardeios e ataques a civis, mas não teriam retirado os tanques das ruas. Ambos os lados, oposição e governo, teriam relatado incidentes.

Mais de 9 mil pessoas já morreram no país desde o início do ano passado, quando manifestantes saíram às ruas para protestar contra o presidente Bashar al-Assad.

Ajuda Humanitária

Ao ser perguntado se deveria haver um processo separado de responsabilização dessas mortes, Ban Ki-moon disse que é importante que este passo seja dado. Segundo ele, a prioridade agora é garantir o fim da violência.

No plano apresentado por Kofi Annan, ambos os lados se comprometem com o fim da  violência e o acesso à ajuda humanitária entre outros pontos.

Segundo Ban Ki-moon, o enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe deve retornar à Síria, num futuro próximo, para continuar as negociações.

 

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