Novo chefe da Comissão Econômica da ONU para África destaca papel da lusofonia
BR

12 abril 2012

Segundo Carlos Lopes, sua nomeação também é um reconhecimento da contribuição dos países de língua portuguesa; guineense disse que vai trabalhar na construção de redes e cooperação que beneficiem todos os países africanos.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

O futuro secretário-executivo da Comissão das Nações Unidas para África, Uneca (na sigla em inglês), Carlos Lopes, falou à Rádio ONU sobre o papel da lusofonia no contexto africano. Lopes, um intelectual da Guiné-Bissau, trabalha na ONU há 24 anos. Atualmente, ele ocupa o posto de diretor do Instituto para Treinamento e Pesquisa da organização.

Antes deste cargo, Carlos Lopes serviu como conselheiro para África no gabinete do ex-secretário-geral Kofi Annan, e foi o representante máximo das Nações Unidas no Brasil.  Nesta entrevista à Rádio ONU, de Turim, na Itália, Carlos Lopes ressaltou o papel da lusofonia na África, que reúne cinco países que falam português.

Crescimento Econômico

“Eu estou muito satisfeito com essa nomeação, porque ela dá um certo destaque à lusofonia, dado que é a primeira vez que a Comissão Econômica para África vai ter um lusófono a sua frente e numa altura muito importante para o continente, porque todos falam do crescimento econômico, dos resultados relativamente bons, da performance africana em várias frentes, nomeadamente dos indicadores sociais, mas também há muita preocupação em relação aos problemas de segurança humana, como o fato de ainda existirem tensões no continente e algumas guerras”.

Carlos Lopes destacou o crescimento de nações africanas, incluindo Angola, Moçambique e do papel dos emergentes na economia global. O futuro chefe da Comissão Econômica para África afirmou que irá investir na criação de redes e cooperação que beneficiem todos os países do continente.

Acesso Fácil

“Eu, evidentemente, tenho o privilégio de ter um acesso fácil por causa da língua junto destes países, pois também porque os conheço, historicamente, e fazem parte do meu percurso. Portanto, acho que ao longo do tempo vai se construindo redes e essas redes podem ser postas para o benefício destes países neste cargo que agora eu vou ocupar.”

Carlos Lopes deve assumir o novo posto no segundo semestre deste ano. Um dos objetivos da Comissão Econômica das Nações Unidas para África é a promoção de desenvolvimento através da cooperação entre os países do continente.

*Com entrevista de Eleutério Guevane.

 

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