Brasil é o 9º país do mundo com mais casos de demência, diz OMS
BR

11 abril 2012

Em relatório, divulgado nesta quarta-feira, agência informou que doença afeta mais de 35 milhões de pessoas em todo o mundo e pediu investimentos para prevenção e tratamento.

[caption id="attachment_209573" align="alignleft" width="350" caption="Foto: WHO"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

Um relatório da Organização Mundial da Saúde, OMS, revela que mais de 35 milhões de pessoas estão sofrendo com demência em todo o mundo. Segundo a agência, o Brasil é o nono país com o maior número de casos.

Ao todo, existem 1 milhão de pacientes com demência.

Rendas Baixa e Média

O relatório “Demência, Uma Prioridade de Saúde Pública”, lançado esta quarta-feira, em Genebra, sugere ainda que os países de rendas baixa e média abrigam metade de todos os doentes. De acordo com a OMS, se nada for feito para prevenir e tratar a demência, o número de casos pode triplicar nos próximos anos.

Em entrevista à Rádio ONU, de São Paulo, o professor da Unesp e ex-coordenador de Saúde Mental da OMS, José Bertolote, falou sobre os sintomas.

China

“Os primeiros sinais de demência são uma perda de memória. Ela (a vítima) esquece onde colocou as coisas e o que deve fazer. Então a doença começa desta forma. Numa situação destas, a pessoa deve se preocupar e procurar ajuda ou uma forma de certificar o diagnóstico, dependendo das condições possíveis  e da fase de evolução da doença”, defendeu.

Até 2050, mais de 22% da população acima de 60 anos sofrerão de demência. Mais de oito em cada 10 casos vão ocorrer nos países em desenvolvimento.

Atualmente, a China, com 5,4 milhões de pessoas com demência, lidera a lista dos países com o maior número de casos.

A OMS afirma que, nos próximos 30 anos, até 115 milhões de pessoas deverão viver com demência. Segundo a agência, a falta de diagnóstico, informação e compreensão acerca da demência tem sido o maior desafio na luta contra a doença.

Além disso, pacientes com demência são estigmatizados e isolados, e muitas vezes tem a atenção médica negada.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

 

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