Unicef quer rapidez e eficácia no apoio às vítimas da crise alimentar no Sahel

10 abril 2012

Segundo a Unesco são necessários US$ 400 milhões para ajuda a pelo menos 15 milhões de necessitados; director-geral da agência descreve cenário de luta pela sobrevivência.

[caption id="attachment_214040" align="alignleft" width="350" caption="Foto: UN PHOTO"]

Camilo Malheiros Freire, da Rádio ONU em Nova York.*

O diretor-geral do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, Anthony Lake, pediu ação “com rapidez e eficácia” para lidar com a crise humanitária na região africana do Sahel.

Numa conferência de imprensa realizada, esta terça-feira, em Genebra, Lake disse  que a situação tende a piorar, tendo  renovado o apelo à comunidade internacional para que preste apoio.

Seca e Conflitos

Estima-se que pelo menos 15 milhões de pessoas estejam ameaçadas pela fome, devido à falta de alimentos decorrente da seca e conflitos. O Unicef calcula que 1,5 milhão de crianças estejam em risco de desnutrição aguda.

A ajuda alcançada é somente a metade do total necessário, e ainda são precisos US$ 400 milhões. O diretor-geral do Unicef disse que é mais fácil e barato tratar crianças com desnutrição moderada agora do que salvar menores com desnutricão aguda mais tarde.

Luta pela Sobrevivência

De acordo com Lake, as famílias carentes não merecem “pena nem caridade”, mas sim apoio em sua “luta corajosa pela sobrevivência, em condições que poucos podem imaginar”.

No mesmo evento, o Programa Mundial da Alimentação, PMA, afirmou que faltam apenas quatro semanas para que consega 180 mil toneladas de cereais e 36 mil toneladas de grãos para a região.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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