Mali: Situação política e de segurança provoca reação de agências da ONU

3 abril 2012

Desalojados chegam a 200 mil e centenas atravessam diariamente as fronteiras; Unesco preocupada com os riscos dos recentes combates para o Património Mundial de Timbuktu.

[caption id="attachment_204083" align="alignleft" width="350" caption="Irina Bokova "]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A situação de milhares de desalojados, a falta de alimentos aliada à instabilidade política provocada pelo recente golpe de Estado no Mali levaram à reação de agências das Nações Unidas.

Há cerca de 10 dias, o país foi alvo de um golpe de Estado levado a cabo por militares que, após tomada do controle do poder, anunciaram a dissolução do Governo liderado pelo Presidente Amadou Toumani Touré.

Grupos Armados

De acordo com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, o perigo agrava-se com a a proliferação de grupos armados na região norte do país da África Ocidental.

Em comunicado, o Programa Mundial de Alimentação, PMA, anunciou ter sido forçado a suspender a distribuição alimentar no norte, após os seus escritórios e armazéns terem sido saqueados.

Combates

A agência defende que desde Janeiro, mais de 200 mil pessoas foram desalojadas do norte do Mali e pelo menos 400 refugiados atravessam as fronteiras para o Burkina Faso e a Mauritânia. O período marcou o retomar dos combates entre tropas governamentais e rebeldes tuaregues.

Num outro desenvolvimento, a directora-geral da Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura, Unesco, manifesta preocupação com os riscos dos recentes combates no Mali para o Património Mundial de Timbuktu.

Irina Bokova  apelou às partes para salvaguardar o património cultural do país e lembrou que as mesquitas de barro de Djingareyber, Sankore e Yahia Sidi em Timbuktu são maravilhas arquitetónicas.

Informações da imprensa dão conta da entrada de rebeldes no local, inscrito na Lista do Património Mundial da Unesco em 1988. De acordo com a agência, o local guarda testemunhos da era dourada de Timbuktu, no Século 16, além de registos históricos que remontam o Século 5 da era atual.

 

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