Em pesquisa, africanos revelam “confiança nos parlamentares”

2 abril 2012

Boas práticas do  Benim e da Namíbia destacadas em estudo da ONU e da União Interparlamentar.

[caption id="attachment_208793" align="alignleft" width="350" caption="Eleições "]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque*.

Mais de metade de africanos da região subsaariana, que participaram num estudo sobre Parlamentos, disseram confiar nos seus deputados e senadores.

Uma pesquisa, lançada  simultaneamente nesta segunda-feira, em Genebra, na Suíça, e na capital ugandesa,  Campala, indica que mais do que nunca, em todo o mundo, os parlamentares estão a ser mais cobrados pelos eleitores.

Prestação de Contas

Apesar de serem consideradas vitais à democracia, muitas casas legislativas estão a ser questionadas sobre sua capacidade de fazer com governos prestem conta de suas ações.

O levantamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, e da União Interparlamentar, refere que os eleitores querem que os Parlamentos se aproximem mais dos cidadãos.

Representação

A  natureza de mudança na representação em Parlamentos foi igualmente analisada no  Relatório Global Parlamentar, o primeiro do género.

Em entrevista à Rádio ONU, de Lisboa, a deputada da Assembleia da República, em Portugal, Mónica Ferro, considerou a participação feminina nos parlamentos um desafio com várias facetas.

“Se em alguns países africanos nós estamos ainda a discutir a questão da plena participação política das mulheres no espaço público, e a da igualdade jurídica entre homens e mulheres, em alguns países desenvolvidos a grande questão é a da conciliação entre a família e o trabalho, a da igualdade da oportunidade entre homens e mulheres. Posso dizer que, em Portugal, um dos obstáculos que nós ainda encontramos é a questão de muitas reuniões de trabalho político serem marcadas para o fim do dia: Um espaço que as mulheres tentam resolver, sempre que possível, reservar para o para o acompanhamento familiar.”

Benim e Namíbia

O Benim, ao lado do Afeganistão, foi tido como referência no relatório pelas iniciativas para melhor informar os eleitores sobre o trabalho dos Parlamentos como páginas na internet, redes de TV e rádio, promoção de visitas aos políticos.

Na Namíbia, autocarros circulam no país a dar oportunidade aos cidadãos  de  expressar suas opiniões aos políticos. Mesmo assim, o relatório informa que a influências dos eleitores sobre o resultado das discussões nos Parlamentos ainda é  limitada.

Ao todo, participaram da pesquisa 660 integrantes de Parlamentos de mais de 125 casas legislativas.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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