Um milhão de sírios necessitam de ajuda humanitária urgente, diz pesquisa
BR

30 março 2012

População do país sofre com as consequências da violência política que já dura mais de um ano; levantamento foi feito pela ONU e pela Organização da Cooperação Islâmica.

[caption id="attachment_213606" align="alignleft" width="350" caption="Faltam proteção, comida e assistência médica"]

Camilo Malheiros Freire, da Rádio ONU em Nova York.*

Ao menos um milhão de sírios necessitam de assistência humanitária. A conclusão é resultado de uma missão de avaliação realizada pelas Nações Unidas e pela Organização da Cooperação Islâmica.

O número inclui pessoas diretamente afetadas pela violência política na Síria, como feridos e deslocados internos, e pessoas que perderam acesso a serviços básicos e à moradia por causa dos confrontos.

Prioridades

Segundo o Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, Ocha, as necessidades prioritárias incluem proteção, comida, assistência médica, e bens não perecíveis como cobertores e outros produtos essenciais, assim como materiais educativos.

O vice-ministro de Relações Exteriores da Síria aprovou a entrega da assistência em coordenação com o Crescente Vermelho. A primeira remessa de alimentos, cobertores e kits de higiene para 2 mil famílias de deslocados internos já foi enviada de Damasco, nesta quarta-feira.

Enviado Especial

O enviado especial da ONU e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan, pediu nessa sexta-feira um cessar-fogo imediato por parte de tropas do governo. Annan acredita que, em consequência, a oposição ao governo acabaria com a violência. O cessar-fogo é parte de um plano de paz proposto pelo enviado especial. Segundo ele, embora o governo sírio já tenha aceitado o plano, o mesmo deve entrar em vigor de forma imediata e abrangente.

O porta-voz de Kofi Annan, Ahmad Fawzi, disse, em Genebra, que é fundamental que a violência cesse.

Ele disse que o governo sírio deve parar com a violência, e só depois discutir os termos do cessar-fogo com a oposição. Fawzi afirma que o cessar-fogo deve ser iniciado pelo lado mais forte, e que o enviado especial tem certeza de que a oposição seguiria o exemplo.

*Apresentação: Leda Letra.

 

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