Ocha ajuda a reintegração social de crianças-soldado na RD Congo

28 março 2012

Plano de Ação, liderado pela agência, espera financiamento para operações de reintegração de crianças desmobilizadas de grupos armados, menores sem família e vítimas de abusos sexuais ou de género.

[caption id="attachment_213426" align="alignleft" width="350" caption="Monusco, Unicef e Cruz Vermelha envolvidas no trabalho"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

Em comunicado, emitido nesta segunda-feira, o Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, Ocha, sublinhou a necessidade de reintegração das crianças-soldado na sociedade congolesa.

Um trabalho que é feito pela Missão de Consolidação de Paz da ONU no terreno, Monusco, o Fundo da ONU para Infância, Unicef, o Comité Internacional da Cruz Vermelha, e os parceiros no terreno.

Crianças-Soldado

Um dos parceiros desta operação é a organização não-governamental Escritório de Serviço Voluntário para Crianças e Saúde. A ONG dispõe de um centro de transição em Bukavu, na província de Kivu do Sul, onde as crianças aprendem as atitudes mais básicas para readaptar-se à sociedade.

No centro, as crianças recebem também refeições diárias fornecidas pelo Programa Mundial de Alimentação, PMA, e aprendem a conviver entre si através da partilha de jogos, por exemplo.

O Unicef contribui com o ensino, a formação vocacional e o acesso a serviços de saúde.

Estigmatização

Neste ano, o centro admitiu mais de 60 jovens vítimas de violência sexual e de género e com necessidade de tratamento psicológico especializado. Algumas chegam ao centro grávidas ou com bebés e necessitam de tratamento médico e de nutrição.

Depois de abandonar os grupos armados são estigmatizadas como prostitutas, muitas vezes pela sua própria família.

De acordo com o Fundo da ONU para Infância, Unicef, estima-se que desde 2004 foram desmobilizadas mais de 33 mil crianças-soldado congolesas.

No entanto, não se conhece o número de crianças-soldado em terreno nacional.

Financiamento

Este ano, a ONU e os parceiros humanitários pediram uma ajuda de US$718 milhões para tratar das necessidades mais urgentes na República Democrática do Congo.

 

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