Somália: Acnur pede respeito por civis e agentes humanitários

27 março 2012

Ataques contra apoiantes do governo têm atingido civis naquele país africano; agência da ONU mostra preocupação por baixas e situação, por enquanto, sem termo.

[caption id="attachment_208864" align="alignleft" width="350" caption="Insegurança na Somália intensificada"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, pede respeito pelos civis e agentes humanitários na Somália, com o registar da intensificação de ataques e da insegurança no terreno.

De acordo com comunicado da agência, os ataques de morteiros que caíram sobre a capital somali, Mogadíscio, ceifaram a vida a mais três pessoas na segunda-feira.

Vítimas

Foi na madrugada desse dia, que vários morteiros atingiram o acampamento de deslocados internos de Beerta Darawiishta, perto do Parlamento nacional.

Há relatos de três mortes, incluindo um menino de três anos; oito pessoas ficaram feridas, em estado grave. O Acnur acredita que o alvo dos ataques seriam as forças pró-governamentais localizadas perto do edifício do Parlamento.

No fim-de-semana passado, registaram-se outros ataques em Villa Baidoa e Villa Somalia, mas sem baixas.

Ataques

Há relatos de que as forças anti governo terão avisado os deslocados internos para afastar-se do palácio presidencial porque tencionam prosseguir com os ataques.

O ataque de segunda-feira ocorre na sequência de outro, da semana passada, ao palácio presidencial Villa Somalia. Antes disso, o único ataque do género remonta a agosto de 2011.

De acordo com o Acnur, as forças apoiantes do governo têm tentado reduzir o impato do ataque indireto de civis. Outros civis foram avisados com antecedência da atividade militar em Afgooye para abandonar a zona de modo seguro e procurar assistência em Mogadíscio e outros locais.

 

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