FAO pede fundos de urgência para crise no Corno de África

23 março 2012

Agência da ONU alerta para necessidade de maior financiamento antes da chegada de estação de plantação e das chuvas na região; um plano de ação já começou a funcionar para ajudar agricultores e pastores.

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, pediu nesta quinta-feira um financiamento urgente de US$ 50 milhões para o Corno de África.

De acordo com comunicado da agência, aquela zona necessita dessa ajuda para cobrir uma lacuna de financiamento agrícola e pastoral da próxima estação de plantação, simultânea à estação de chuvas, de Abril a Junho.

Plano de financiamento

Com esse valor, a FAO pretende implementar um plano de 90 dias e ajudar agricultores e pastores a melhorar os meios de subsistência e ganhar resistência a imprevistos futuros.

A agência da ONU indicou que a situação das áreas afetadas pela seca na região melhorou nos últimos meses, sendo que 8,1 milhões de pessoas ainda necessitam de assistência humanitária, principalmente na Etiópia e na Somália.

Do plano de atividades para o Corno de África fazem parte: a distribuição de sementes de vegetais e plantas; a implenmentação de sistemas de irrigação de pequena escala e atividades de angariação de fundos para restaurar a infraestrutura agrícola.

Somália

Em visita à Somália, o director-geral da FAO, José Graziano da Silva, prometeu uma maior intensificação da ação da agência no Corno de África. O diretor acrescentou  a importância de ações contínuas e coordenadas para a resistência da população local e para associar a assistência ao desenvolvimento.

Em Abril, a FAO começa a distribuir somentes e fertilizantes na Somália. Há cerca de um mês foi declarado o fim das condições de fome no país. Até ao momento, cerca de 2,5 milhões de somalis, isto é, um terço da população, vivem num contexto crítico, sem acesso aos alimentos básicos e a outros bens essenciais. E na sua maioria vivem nas regiões do sul, de difícil acesso para os agentes humanitários.

Desde o início da crise em 2011, mais de 160 mil agricultores somalis receberam sementes, instrumentos de trabalho e formação agrícola.

 

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