Alta comissária da ONU preocupada com represálias contra ativistas no Sri Lanka

23 março 2012

Navi Pillay pediu ao governo daquele país que garantisse a liberdade de participação de defensores dos direitos humanos no debate internacional; ameaças têm sido recebidas e algumas, segundo relatos, viriam de meios oficiais.

[caption id="attachment_213261" align="alignleft" width="350" caption="Foto: Acnur"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

A alta comissária dos Direitos Humanos, Navi Pillay, manifestou nesta sexta-feira a sua preocupação com as recentes represálias recebidas pelos defensores dos direitos humanos no Sri Lanka.

Em declaração do seu porta-voz em Genebra, Rupert Colville, Pillay apontou as ameaças decorrentes da resolução adotada na quinta-feira no Conselho dos Direitos Humanos. O texto apresentado pelos Estados Unidos, foi adotado com 24 votos a favor, 15 contra e 8 abstenções.

Resolução

Os 47 membros do Conselho tinham apelado a que o governo do Sri Lanka tomasse medidas credíveis para garantir a responsabilidade nos casos de alegadas violações cometidas durante a fase final da guerra civil.

Em 2009, terminou o conflito de quase três décadas e que fez milhares de vítimas.

Na altura, as forças armadas do governo do Sri Lanka declararam vitória sobre o grupo rebelde dos Tigres de Libertação do Tâmil Eelam.

Ameaças

Durante esta sessão do Conselho de Direitos Humanos, registou-se grande número de ameaças, perseguições e intimidações diretas aos ativistas do país presentes em Genebra e perto da cidade, assim como ao embaixador do Sri Lanka em Genebra.

Também no Sri Lanka, segundo os relatos recebidos, meios de comunicação teriam divulgado desde Janeiro calúnias contra os ativistas, associando-os a atividades mercenárias e ao terrorismo. (repeti 2 vezes)

A alta comissária pediu ao Governo para garantir a proteção dos defensores dos direitos humanos, afastar-se da publicação dessas informações e manter o direito dos cidadãos nacionais a comprometer-se livremente neste debate internacional.

De acordo com Navi Pillay, alguns dos ataques aos ativistas dos direitos humanos foram feitos nos meios de comunicação estatais e na página do Governo, ou por jornalistas acreditados oficialmente para a sessão do Conselho em Genebra pela missão permanente do Sri Lanka na ONU.

 

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