CNE diz que eleições na Guiné-Bissau foram pacíficas e ordeiras
A votação para as presidenciais antecipadas decorreram com normalidade, como tinha sido pedido pelo Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon; os problemas registados durante a votação de domingo para as presidenciais antecipadas não põem em causa o resultado final, segundo a CNE.
João Rosário, da Rádio ONU em Lisboa.
A Comissão Nacional de Eleições, CNE, da Guiné-Bissau considera que as eleições presidenciais deste domingo decorreram com “normalidade” e sem “incidentes de maior”.
O porta-voz da CNE, Orlando Viegas, disse que o encerramento das urnas de voto das eleições presidenciais decorreu “de forma pacífica e ordeira” e as urnas tinham começado a ser recolhidas.
Problemas Menores
O responsável confirmou que foram registados alguns incidentes mas que as situações detectadas foram ultrapassadas e não põem causa o processo eleitoral.
As eleições presidenciais antecipadas na Guiné-Bissau ocorrem depois da morte do ex-chefe de Estado Malam Bacai Sanhá, em Janeiro. Na corrida apresentaram-se 14 candidatos.
São vários os desafios que esperam o vencedor destas eleições presidenciais, como revela a partir de Bissau o porta-voz do Escritório das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Vladimir Monteiro:
“O presidente não só tem a tarefa de trabalhar para o processo de reconciliação mas também levar adiante as principais reformas, sendo a principal, a reforma do sector da defesa e da segurança. É importante não só para a consolidação da paz como também para que a vida retorne a sua normalidade. Com essa reforma, pretende-se também combater alguns problemas, como o narcotráfico, que afecta a região oeste-africana, incluindo a Guiné Bissau”.
Apelos Escutados
Na última sexta-feira, o representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Joseph Mutabola, congratulou-se pelo facto da campanha eleitoral ter decorrido de forma “relativamente pacífica”.
Já a reponsável da ONU pelos Direitos Humanos, Navi Pillay, disse que as eleições são uma oportunidade para o país demonstrar o seu firme empenho na consolidação das instituições democráticas.
Também o Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, apelou a todos os actores políticos e à população guineense para assegurarem que a votação decorresse de forma "pacífica, ordeira e transparente".
As eleições presidenciais guineenses estão a ser acompanhadas por mais de 170 observadores internacionais, entre eles 24 da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp.
A comunidade internacional apoiou a Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau com USD$ 7,6 milhões para as eleições de domingo e para as eleições legislativas previstas para o final do ano.