Programa de repatriação leva angolano de volta à casa após 33 anos
BR

7 março 2012

Gomez integra um grupo de 20 refugiados que deixarão a República do Congo a caminho da terra natal, Cabinda; plano pretende atender 800 pessoas.

[caption id="attachment_212482" align="alignleft" width="350" caption="Repatriação voluntária "]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Um programa de repatriação voluntária apoiado pelas Nações Unidas deve levar cerca de 800 angolanos de volta ao país.

A primeira leva, um grupo de 20 pessoas, já está se preparando para deixar a República do Congo a caminho da província de Cabinda. Muitos saíram de Angola por causa da violência e da guerra civil.

Facções Rivais

Um dos repatriados voluntários, Gomez, acabou de completar 50 anos. A maior parte da vida dele foi passada fora de Angola. Segundo o Acnur, Gomez teve de deixar Cabinda, em 1979, por causa dos confrontos entre facções rivais angolanas.

Gomez disse ao Acnur que criou toda a família no país de asilo e que seus filhos nasceram no Congo. Mas segundo ao ele, ao completar 50 anos de idade e, depois de 33 anos fora de Angola, ele decidiu que era hora de retornar à casa.

O refugiado contou que saiu de seu país natal quando ainda estudava. Após a morte do pai, a mãe dele passou a trabalhar no campo para sustentar a família de oito filhos em Likonge, província de Cabinda.

Conselho

Na época em que saiu de Angola, três facções rivais lutavam pelo controle de país: o Movimento Popular para a Libertação da Angola, MPLA, a União Nacional para a Independência Total de Angola, UNITA, e a

Frente Nacional de Libertação de Angola.

Ao chegar ao Congo foi aconselhado a se casar para que “uma mulher pudesse tomar conta dele”. E disse que gostou da ideia, conheceu uma refugiada angolana como ele, e tiveram o primeiro filho no acampamento de refugiados.

Nos próximos dias, Gomez deverá retornar para uma Angola diferente da qual deixou, um país em paz e com sua própria família formada na República do Congo.

 

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