ONU alerta para uma das piores crises humanitárias por falta de fundos

7 março 2012

A República Centro Africana vive uma das piores crises humanitárias simplesmente porque as agências no terreno não têm fundos para dar continuidade aos projetos humanitários; de acordo com as autoridades locais, quase dois milhões de pessoas necessitam de assistência.

[caption id="attachment_212473" align="alignleft" width="350" caption="Foto: Ocha"]

Joyce de Pina, Rádio ONU em Nova Iorque.

Para o Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, Ocha, a República Centro Africana enfrenta uma das piores crises humanitárias do mundo por falta de financiamento. A União Europeia considera a nação o segundo país mais vulnerável, depois da Somália.

De acordo com as agências humanitárias, a crise existe simplesmente por não haver fundos suficientes para combatê-la. E dessa forma, acrescentam as agências, as oportunidades de desenvolvimento estão a escapar à comunidade internacional e ao país, oportunidades que surgiram com o recente cessar fogo entre as partes em conflito.

Crianças subnutridas

De acordo com dados do governo, 1,9 milhões de pessoas necessitam de ajuda humanitária no país, e quase 100 mil são deslocadas internas. Duas em cada cinco crianças com menos de cinco anos estão cronicamente mal nutridas e dois terços da população da república não tem acesso à água potável ou serviços de saúde.

A República Centro Africana tem um dos mais elevados índices de doenças infecciosas e parasitárias do mundo. As estatísticas indicam que para cada sete mil cidadãos, existe apenas um trabalhador da área da saúde.

De acordo com o Ocha, o país necessita com urgência de USD $134 milhões para as operações humanitárias este ano, mas apenas cinco por cento desse valor chegou, até à data, ao país.

 

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