ONU alerta: Mundo tem de acabar com a mutilação genital feminina

29 fevereiro 2012

Nações Unidas urgem estados membros a ilegalizarem mutilação nas mulheres e raparigas; alerta sobre os efeitos nefastos tem de ser disseminado.

[caption id="attachment_212170" align="alignleft" width="350" caption="Babatunde Osotimehin"]

Joyce de Pina, Rádio ONU em Nova Iorque.

Todos os estados membros da organização das Nações Unidas devem estar alerta e participar na campanha contra a mutilação genital em mulheres e raparigas. Este é o apelo da ONU, que conta com a estrela musical africana, Angélique Kidjo, como embaixadora contra o fenómeno, uma violação dos direitos humanos.

Babatunde Osotimehin, director executivo do Fundo da População das Nações Unidas, indicou, após um debate sobre o tema, que uma forma de combater a mutilação genital feminina é realçar os valores positivos dentro das comunidades. Valores que sublinhem o que é melhor para as mulheres e jovens dessa mesma comunidade.

Abandonar a Prática

Recorde-se que nos últimos três anos, umas oito mil comunidades espalhadas pelo mundo, incluindo em 15 países africanos, abandonaram a prática da mutilação genital feminina. E no ano passado, duas mil comunidades declararam que nunca mais vão permitir que uma violação dos direitos humanos como a mutilação genital volte a ocorrer.

Angélique Kidjo, autora e cantora do Benin, vencedora de Grammy’s e Embaixadora do Fundo das Nações Unidas para a Infância, dá a cara contra a mutilação.

Em Nova Iorque, deu um concerto especial dedicado ás vítimas, e num encontro com a Rádio ONU, deixou-se apanhar pelos microfones trauteando uma canção em português.

 

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