O maior campo de refugiados do mundo foi construído há 20 anos
BR

22 fevereiro 2012

Quase meio milhão de pessoas moram em Dadaab, no leste do Quênia; cerca de dez mil pertencem à terceira geração de refugiados nascidos no campo.

[caption id="attachment_206287" align="alignleft" width="350" caption="Campo de Dadaab"]

Camila Viegas-Lee, Rádio ONU  em Nova York.

Dadaab, o maior campo de refugiados do mundo, conta com 463 mil refugiados. Ele foi construído entre outubro de 1991 e junho de 1992 para que o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, abrigasse 90 mil pessoas.

No ínicio havia três campos na mesma região: Ifo, Dagahaley e Hagadera.

Hoje, Dadaab engloba os três campos e chegou a receber uma média de mil pessoas por dia, a maioria da Somália, vítimas da crise alimentar do ano passado.

Milhares por Mês

Só em junho do ano passado, 30 mil pessoas cruzaram os portões do complexo. Outras 40 mil pessoas foram recebidas em julho e 38 mil em agosto.

Além da ONU, o governo queniano e organizações não-governamentais têm tentado proteger os refugiados provendo alimentação e abrigo mas a grade quantidade de pessoas, as cheias sazonais e os riscos de doenças são ameaças constantes à vida no campo.

O Acnur renovou o apelo à comunidade internacional para continuar a apoiar os refugiados somalis na região, além de apoiar as autoridade quenianas e outros países que recebem esses refugiados.

A agência levantou ainda a necessidade de se restaurar a paz na Somália para dar aos refugiados somalis perspetivas de retornar a casa.

Ameaças no Campo

A situação atual em Dadaab é um grande desafio. O sequestro de três funcionários humanitários no ano passado e o assassinato recente de dois líderes dos refugiados e de vários polícias quenianos, além das ameaças aos funcionários humanitários, forçou o Acnur e seus parceiros a repensarem a forma de como a ajuda é feita no campo.

Uma das soluções encontradas é capacitar os refugiados e passar parte das responsabilidade da ajuda humanitária para os próprios residentes do campo.

 

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