ONU sublinha perigos da ameaça de crime, drogas e pirataria em África

22 fevereiro 2012

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, alertou para os perigos associados ao aumento do crime organizado, tráfico de drogas e pirataria na África ocidental e Sahel; em causa a paz e a estabilidade nas regiões.

[caption id="attachment_210810" align="alignleft" width="350" caption="Ban Ki-moon"]

Joyce de Pina, Rádio ONU em Nova Iorque.

Mais e melhor esforços consertados a nível regional para lidar com os problemas do tráfico de drogas, crime organizado e pirataria são necessários, indicou o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, nesta terça-feira, durante uma sessão do Conselho de Segurança, em Nova Iorque.

De acordo com o chefe da ONU, o aumentos destes crimes ameaçam a paz e a estabilidade, neste caso das regiões da África ocidental e Sahel.

Ban sublinhou que esforços regionais consertados urgem para lidar com a situação, que pode piorar com a crise alimentar e os conflitos armados.

Tráfico de Cocaína

De acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, salientou que o tráfico de cocaína no oeste e centro de África gere receitas no valor de US$ 900  milhões por ano, com o número de consumidores a aumentar rapidamente, registando-se neste momento cerca de 2,5 milhões.

O Secretário-Geral mostrou-se especialmente preocupado com relatórios que dão conta de que grupos terroristas, como a Al-Qaida no Magrebe Islâmico, tenham criado alianças com traficantes de drogas.

Para Ban, a inação pode ser catastrófica em especial para os países africanos produtores de petróleo, com frequência alvo de ataques devido precisamente aos seus bens provenientes da exploração do ouro negro. Também os países muito dependentes das atividades comerciais dos seus portos correm riscos mais graves.

Este tipo de alianças, continuou Ban, têm a capacidade de criar instabilidade na região e inverter os ganhos adquiridos com a democracia e ação de construção da paz.

O aumento das atividades de pirataria no Golfo da Guiné, por exemplo, exacerba a situação, apontou o chefe da ONU.

ONU e Autoridades

As Nações Unidas, realçou ainda Ban Ki-moon, trabalham com as autoridades nacionais de forma estreita nos países utilizados pelos traficantes de droga como pontos de trânsito entre a América Latina e a Europa, países como a Guiné-Bissau, Libéria ou Serra Leoa.

No entanto, os governos devem e têm de obter o apoio de organizações regionais e da comunidade internacional por forma a construírem as suas próprias capacidades de forma sustentada nas áreas da informação, prevenção, investigação, aplicação da lei e gestão das fronteiras.

O diretor da Unodc, YuryFedotov, acrescentou que o tráfico de drogas e a pirataria evoluíram enquanto problema social e criminal para ameaça à estabilidade e desenvolvimento. Estas atividades estão a dar azo a outras, como o tráfico de armas e de seres humanos.

Nesse sentido, sublinhou Fedorov, um plano multidimensional estratégico que funcione a nível local, nacional e regional deve ser implementado.

 

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