Relatores da ONU condenam a prisão de ativistas na Síria
BR

21 fevereiro 2012

Para relatores, as autoridades sírias devem acabar com a perseguição de defensores dos direitos humanos e libertar todas as pessoas detidas arbitrariamente

[caption id="attachment_211410" align="alignleft" width="350" caption="Foto: UN PHOTO"]

Camila Viegas-Lee, da Rádio ONU em Nova York.

Um grupo de especialistas independentes das Nações Unidas condenou nesta terça-feira a prisão de pelo menos 16 pessoas na Síria, incluindo importantes ativistas de direitos humanos. O grupo também pediu a libertação de todas as pessoas detidas arbitrariamente durante a repressão do governo iniciada há um ano.

Em um comunicado de imprensa divulgado em Genebra, os peritos do Conselho de Direitos Humanos da ONU afirmaram que as prisões parecem estar diretamente ligadas às atividades do Centro Sírio de Imprensa e Liberdade de Expressão na defesa dos direitos humanos. Eles também disseram que os indivíduos podem estar sofrendo de tortura e maus tratos.

Perseguição

Para os relatores da ONU, as autoridades sírias devem acabar com a perseguição de defensores dos direitos humanos e libertar todas as pessoas detidas arbitrariamente. O relatório foi escrito pelos especialistas em defesa dos direitos humanos, Margaret Sekaggya, da liberdade de expressão, Frank La Rue, de tortura, Juan Méndez, e o presidente-relator do Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária, El Hadji Malick Sow.

Na quinta-feira passada, no mesmo dia em que a Assembléia Geral da ONU adotou uma resolução condenando a repressão violenta do governo sírio,  as forças de segurança invadiram os escritórios do Centro, de acordo com o comunicado de imprensa.

O diretor da ONG, Mazen Darwich, o blogger Razan Ghazawi, e pelo menos outras 14 pessoas foram detidas, vendadas e levadas para o aeroporto de Al Jawiya em Mezza.

Padrão Preocupante

Sow afirmou que a prisão destas pessoas mostra um padrão preocupante e recorrente das detenções arbitrárias na Síria desde março de 2011. Para o relator, a detenção sem base legal nunca deve ser usada como método de repressão.

Especialistas acreditam que mais de 5,4 mil pessoas foram mortas desde que os conflitos na Síria começaram em março do ano passado, como parte da Primavera árabe no Norte da África e do Oriente Médio. Alto funcionários da ONU têm insistido ao governo sírio para terminar com a violência e manter um diálogo com grupos de oposição.

 

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