ONU apoia investigação sobre causas de incêndio em prisão hondurenha
BR

17 fevereiro 2012

Porta-voz da alta comissária de Direitos Humanos disse que família também têm o direito de saber, sem demora, o que ocorreu com, detentos; sinistro matou mais de 350 pessoas.

[caption id="attachment_210511" align="alignleft" width="350" caption="Rupert Colville"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas informou, nesta sexta-feira, que apoia uma investigação independente sobre as causas do incêndio na prisão de Comayagua, em Honduras.

Mais de 350 pessoas morreram no sinistro. Segundo a ONU, a prisão que tinha capacidade para 250 pessoas abrigava mais de 800 detentos.

Superlotação

O porta-voz do Alto Comissariado, Rupert Colville, disse que as famílias têm o direito de saber, imediatamente, o que ocorreu com os prisioneiros.  Ele lembrou que a ONU já havia alertado para um outro problema em cadeias latino-americanas causado pela superlotação.

Colville disse que além do incêndio, outros eventos em prisões latino-americanas demonstram um padrão alarmante da violência na região, que está sendo agravado por falta de espaço nas prisões, falta de acesso a serviços básicos e ainda a demora da justiça em julgar os processos.

Ainda no comunicado, o Alto Comissariado da ONU conclamou o governo hondurenho a tomar as medidas necessárias para evitar a repetição do incidente.

O porta-voz afirmou que o problema da violência em prisões é um fato em toda a América Latina e citou alguns casos recentes de violência em cadeias da Argentina, do Uruguai e do Brasil, entre outros países.

 

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